sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Museu Da Morte De Palermo

Texto via correio do lago :



Catacumbas dos Capuchinhos de Palermo, na Sicília (Itália) acolhe um dos museus mais emocionantes e originais do mundo.
Essas catacumbas “guardam” os restos de mais de oito mil mortos, a maioria da elite local , o clero, a nobreza e os representantes das várias profissões. Esta é uma das mais famosas exposições de múmias.
As catacumbas existem desde 1599 quando foi enterrado um monge com reputação de santo para ser orado e visitado, o irmão Silvestro de Gubbio.



1. No final do século XVI, O número de habitantes do mosteiro capuchinho cresceu considerávelmente, e com ele a necessidade de um cemitério decente e espaçoso para os monges. Para isso, foi adaptado um tipo de cripta sob a igreja do mosteiro.

Aos poucos isso foi se tornando uma tradição local, a tal ponto que muitos deixavam instruções no seu testamento sobre as roupas que queriam usar depois de mortos.
Doadores e benfeitores do mosteiro também expressaram o desejo de ser enterrados nas catacumbas. Para isso foram escavados “cubículos” e até mesmo “prateleiras” para acomodar os corpos. Até 1739 as permissões para o enterro nas catacumbas de Palermo eram emitidas pelos arcebispos, chefes dos Capuchos. Nos séculos XVIII, XIX as Catacumbas dos Capuchinhos tornou-se um cemitério de prestígio para o clero, a nobreza e as famílias burguesas de Palermo.
As catacumbas dos Capuchos foi oficialmente fechada para sepultamentos somente em 1882. Durante três séculos, neste cemitério exclusivo, foram enterrados cerca de 8.000 moradores de Palermo – o clero, monges e leigos. Depois de 1880, somente pedidos excepcionais foram autorizados para enterro nas catacumbas e mais alguns mortos foram colocados lá, incluindo o Vice-cônsul americano Giovanni Paterniti (1911), que morreu em Palermo, na Itália e o corpo incrívelmente conservado de Rosalia Lombardo, uma menina de 2 anos, são as principais atrações das catacumbas.





 Já no século XVII, ficou claro que a singularidade do solo e da atmosfera das catacumbas dos capuchos evitavam a decomposição dos corpos. O método básico de preparação dos corpos para a colocação nas catacumbas era secando-os em câmaras especiais (collatio) durante oito meses. Após este período os restos mumificados eram lavados com vinagre e vestidos com as melhores roupas (as vezes escolhidas pela própria pessoa ainda em vida através do testamento), e colocado diretamente nos cubículos dos corredores e Catacumbas. Alguns corpos eram colocados em caixões, mas na maioria dos casos os corpos foram pendurados, expostos ou colocados em nichos ou prateleiras nas paredes.
Nos tempos das epidemias o método de preservação dos corpos mudou drasticamente: os restos dos mortos eram imersos em soluções diluídas contendo cal ou arsênico.






 A parte mais famosa e emocionante das Catacumbas é a Capela de Santa Rosália (essa até mereceria um post único). No centro da capela em um caixão de vidro está o corpo de Rosalia Lombardo que morreu quando tinha 2 anos (ela morreu em 1920 de pneumonia).
Seu pai pediu então ao médico Dr. Alfredo Salafia, um reconhecido embalsador, para a preservar.
Rosalia tornou-se assim num dos últimos corpos a ser admitidos nas Catacumbas.
Até recentemente era um mistério o porquê de Rosalia Lombardo não entrar em decomposição como o resto dos corpos das catacumbas vizinhas. Ela parece estar dormindo serenamente

Só recentemente uma equipe de especialistas da National Geographic Magazine teve acesso ao corpo e usando métodos científicos conseguiu determinar a formulação desenvolvida por Alfredo Salafia, um taxidermista que preparou o corpo da menina para que nunca perdesse sua beleza.

Descobriu-se que o preparador do corpo havia injetado na menina uma mistura de formol, sais de zinco, álcool e acredite se quiser: ASPIRINA, além de glicerina.
Aparentemente foram os sais de zinco que a mantiveram bem preservada, e adicionalmente petrificaram seu corpo como uma estátua de carne e ossos.
 No cubículo localizado ao lado da capela, existem poucos corpos perfeitamente preservados. Entre eles estão o corpo de um rapaz com cabelo vermelho flamejante, alguns sacerdotes, e o Vice-Cônsul dos Estados Unidos Giovanni Paterniti (falecido em 1911), o único cidadão americano enterrado nas catacumbas.









Para maior comodidade e orientação, os quartos são divididos em categorias: homens, mulheres, virgens, crianças, padres, monges e “profissão”. O corredor dos monges é históricamente a parte mais antiga das Catacumbas. Enterros foram feitos aqui entre os anos de 1599-1871.
No lado direito da entrada do corredor (fechado ao público) estão os corpos de mais de 40 reverenciados monges e pessoas que de uma forma ou de outra foram ligados à religião.
Vejam mais algumas fotos desse tenebroso mas fascinante museu. Realmente gostaria de visitá-lo mesmo sendo, dependendo do ponto de vista, assustador.





























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